Estou a caminho...
Não existe partida nem chegada...isso são apenas limites que impomos ao querer definir as coisas, ao querer definir a vida...
Não preciso de definições, só tornam as coisas em conceitos vazios...
Vem comigo, não quero que ouças o meu grito, só quero que o sintas...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Histórias
O quão reconfortante é rever lugares que a nossa memória preservou na caixinha das “coisas boas”…
Tão estranho ver o que Hoje flutua sobre nós…
Olhando para a miúda que era naquela fotografia…
O que poderia ela imaginar de quem sou Hoje? Terei eu correspondido ás expectativas do que ela sonhou para mim? Que poderia ela dizer acerca de quem me tornei? Guardaria ela segredo sobre o que eu viria a sentir por ti? Apenas alguém no meio de tantos para ela, naquela fotografia…
Não sei, só sei que ela se aproximou e me sussurrou ao ouvido “é ele”. E eu ri-me, ao aperceber-me das voltas que a vida dá…
Histórias sobre ti… histórias? Apenas temos o direito de julgar o presente…
Não quero saber, não me importa o que dizem…ainda te vejo com os meus olhos, esses que tantas vezes com os teus chocam…
Será tudo na minha cabeça? Quero ouvir o que tens a dizer…
Tão estranho ver o que Hoje flutua sobre nós…
Olhando para a miúda que era naquela fotografia…
O que poderia ela imaginar de quem sou Hoje? Terei eu correspondido ás expectativas do que ela sonhou para mim? Que poderia ela dizer acerca de quem me tornei? Guardaria ela segredo sobre o que eu viria a sentir por ti? Apenas alguém no meio de tantos para ela, naquela fotografia…
Não sei, só sei que ela se aproximou e me sussurrou ao ouvido “é ele”. E eu ri-me, ao aperceber-me das voltas que a vida dá…
Histórias sobre ti… histórias? Apenas temos o direito de julgar o presente…
Não quero saber, não me importa o que dizem…ainda te vejo com os meus olhos, esses que tantas vezes com os teus chocam…
Será tudo na minha cabeça? Quero ouvir o que tens a dizer…
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Insónia
Teimo em dormir...
Desgarro-me por uma paz, ou uma qualquer ilusão dela, que só a escuridão da noite acredito de mim poder despregar toda uma luz arrebatadora da abulia que em mim crava. De tão pouco ter para dar, de tão pouco iluminar...
(...)
Torna-se um fardo encontrar uma musica para ouvir, a todas elas lhes faltam notas, notas essas que outrora se abatiam sobre o meu diambulante Ser como uma droga de sensações injectadas, para lá de um Mundo de contradições mal disfarçadas...
Não há emoção que aflore!
Que abstracção de mim!
Até o intenso negrume da noite está baço...
Teimo e não durmo...
Desgarro-me por uma paz, ou uma qualquer ilusão dela, que só a escuridão da noite acredito de mim poder despregar toda uma luz arrebatadora da abulia que em mim crava. De tão pouco ter para dar, de tão pouco iluminar...
(...)
Torna-se um fardo encontrar uma musica para ouvir, a todas elas lhes faltam notas, notas essas que outrora se abatiam sobre o meu diambulante Ser como uma droga de sensações injectadas, para lá de um Mundo de contradições mal disfarçadas...
Não há emoção que aflore!
Que abstracção de mim!
Até o intenso negrume da noite está baço...
Teimo e não durmo...
domingo, 31 de janeiro de 2010
O que farei com isto?!
As ruas estão vazias de tantas vidas que as preenchem…
E eu não vejo ninguém. Vejo-te a ti. Ultimamente vejo-te a ti. Só a ti, a vaguear no meu papel rasgado e sozinho, onde desenhei a cidade, em linhas esbatidas, de ruas vazias de tanta gente.
Tantas são as vidas que mesmo estando ao nosso lado nos passam ao lado!
Eu?! Eu sou um protótipo do meu sonho e tenho em mim a razão de uma conquista, ainda que hipotética. Porque “ o Mundo é para quem nasce para o conquistar e não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.”
Estou hoje retocando este meu desenho e nada se sobressai mais que tu, por mais cor que dê a cada recanto, por mais contorno que ofereça a cada rosto, por mais esmaecido ou riscado que te tente deixar…nada tem mais relevo que a tua pessoa de traços definidos á luz de uma multidão de ruas de nada, porque nada em ti vêem!
Eu?! Eu “ sou uma sensação sem pessoa correspondente.”
Estou hoje também desenhada nesse papel, mas tu decerto não me vês!
Observas um Mundo exterior a ti…
Ás vezes ris…
Como me preenches!...e me desassossegas!
Tantos são os olhares que mesmo se cruzando se desviam!
Eu?! Eu nada sei de ti! Sorte podermos imaginar tudo do que nada sabemos!
Estou hoje á parte de tudo, ainda assim talvez não tanto como já tivera, ou não da mesma forma…não faz mal! Amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser, ou não seja essa a esperança que o amanhã nos traz, ainda que tão mentirosa quanto essas ruas de gente…
Mas tu?! Tu desse ângulo não me vês bem!
A mim?! A mim este plano em que te observo chega para te amar ( um amar de detalhes ), ou á ideia que tenho de ti!
Mas afinal o que são as coisas senão o que pensamos delas?!
E eu não vejo ninguém. Vejo-te a ti. Ultimamente vejo-te a ti. Só a ti, a vaguear no meu papel rasgado e sozinho, onde desenhei a cidade, em linhas esbatidas, de ruas vazias de tanta gente.
Tantas são as vidas que mesmo estando ao nosso lado nos passam ao lado!
Eu?! Eu sou um protótipo do meu sonho e tenho em mim a razão de uma conquista, ainda que hipotética. Porque “ o Mundo é para quem nasce para o conquistar e não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.”
Estou hoje retocando este meu desenho e nada se sobressai mais que tu, por mais cor que dê a cada recanto, por mais contorno que ofereça a cada rosto, por mais esmaecido ou riscado que te tente deixar…nada tem mais relevo que a tua pessoa de traços definidos á luz de uma multidão de ruas de nada, porque nada em ti vêem!
Eu?! Eu “ sou uma sensação sem pessoa correspondente.”
Estou hoje também desenhada nesse papel, mas tu decerto não me vês!
Observas um Mundo exterior a ti…
Ás vezes ris…
Como me preenches!...e me desassossegas!
Tantos são os olhares que mesmo se cruzando se desviam!
Eu?! Eu nada sei de ti! Sorte podermos imaginar tudo do que nada sabemos!
Estou hoje á parte de tudo, ainda assim talvez não tanto como já tivera, ou não da mesma forma…não faz mal! Amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser, ou não seja essa a esperança que o amanhã nos traz, ainda que tão mentirosa quanto essas ruas de gente…
Mas tu?! Tu desse ângulo não me vês bem!
A mim?! A mim este plano em que te observo chega para te amar ( um amar de detalhes ), ou á ideia que tenho de ti!
Mas afinal o que são as coisas senão o que pensamos delas?!
domingo, 17 de janeiro de 2010
Tu ou TU?!
Foste sempre TU e tu sempre foste tu, pelo menos para mim...
Esperei e esperei, e quando pensava já não estar á espera, ainda esperava. Esperava que quisesses ser o meu TU. Mas hoje percebo que sempre fugiste a isso, e quando em intervalos ilusórios parecias não fugir...não...era o TU que eras pra mim que não me permitia ver que esse TU, agora meu, era apenas outra forma de fugires...
Sempre esperei, esperei que aquele abraço permanecesse genuíno, que fosse a realidade de todos os dias e de todas aquelas palavras que me pareciam tão perfeitas...mas, afinal, tão inatingíveis!
Sempre esperei, esperei e voltei a esperar...acreditei que esse TU que tens para mim quisesse de facto ser meu, mas ele sempre foi clandestino...sempre fugiu de si!Como poderia, então, ser meu?!
Nem pra sempre posso esperar, nem pra sempre quero esperar o TU que nunca quis ser meu...Então finjo, represento, desempenho o meu papel e vou construindo uma fachada em que não quero mais esse TU...e não...de facto já nem és tu, não o meu TU!
Quero ser mais, quero ser melhor...
“ Se nunca tentássemos parecer um pouco melhores do que somos, como seriamos capazes de nos tornar de facto melhores?” Cooley
Esperei e esperei, e quando pensava já não estar á espera, ainda esperava. Esperava que quisesses ser o meu TU. Mas hoje percebo que sempre fugiste a isso, e quando em intervalos ilusórios parecias não fugir...não...era o TU que eras pra mim que não me permitia ver que esse TU, agora meu, era apenas outra forma de fugires...
Sempre esperei, esperei que aquele abraço permanecesse genuíno, que fosse a realidade de todos os dias e de todas aquelas palavras que me pareciam tão perfeitas...mas, afinal, tão inatingíveis!
Sempre esperei, esperei e voltei a esperar...acreditei que esse TU que tens para mim quisesse de facto ser meu, mas ele sempre foi clandestino...sempre fugiu de si!Como poderia, então, ser meu?!
Nem pra sempre posso esperar, nem pra sempre quero esperar o TU que nunca quis ser meu...Então finjo, represento, desempenho o meu papel e vou construindo uma fachada em que não quero mais esse TU...e não...de facto já nem és tu, não o meu TU!
Quero ser mais, quero ser melhor...
“ Se nunca tentássemos parecer um pouco melhores do que somos, como seriamos capazes de nos tornar de facto melhores?” Cooley
domingo, 3 de janeiro de 2010
Impressão de Realidade
serão as pessoas com quem nos encontramos realmente quem afirmam ser? Seremos nós mesmos quem afirmamos ser? Seremos as pessoas que acreditamos ser?
Julgar o carácter de uma pessoa em determinada altura implica julgar como essa pessoa se comportaria em diferentes condições, pois muitas das formas sob as quais nos descrevemos têm, eticamente, implicações distintas sobre o que aconteceria, ou sobre o que faríamos, em condições diferentes.
Será possível para um indivíduo agir de acordo com o seu livre arbítrio sem depender da influência de factores externos e internos?
A que ponto temos a capacidade e a liberdade de nos reinventarmos?
Julgar o carácter de uma pessoa em determinada altura implica julgar como essa pessoa se comportaria em diferentes condições, pois muitas das formas sob as quais nos descrevemos têm, eticamente, implicações distintas sobre o que aconteceria, ou sobre o que faríamos, em condições diferentes.
Será possível para um indivíduo agir de acordo com o seu livre arbítrio sem depender da influência de factores externos e internos?
A que ponto temos a capacidade e a liberdade de nos reinventarmos?
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